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Boicote à publicidade no Facebook pode acabar com a rede social? Saiba o que está em causa

Agência de Propaganda em Santos

Facebook foi apanhado pela onda. A vaga de protestos nos Estados Unidos e à escala global tem ganho volume desde a morte de George Floyd e a força da massa crítica continua a crescer desde então. A pressão sobre a forma como a empresa gere o discurso de ódio tem aumentado, e mesmo quando a maré parecia estar a recuar não era tempo para descanso. Anunciava-se um forte embate, que entretanto chegou, e neste momento são já cerca de 600 as empresas a anunciar o boicote à compra de publicidade durante este mês (algumas prolongarão a decisão até ao final do ano, outras indefinidamente). Mas ainda é cedo para perceber se é apenas rebentação que assusta ou se pode mesmo ser um tsunami capaz de destruir uma rede social forte como um continente.

Em causa está a campanha Stop Hate for Profit, à qual se juntaram grandes empresas de todos os sectores, como Boeing, Ford, Levi’s, Mozilla, Patreon, PlayStation, Puma, Reebok e The Hershey Company, mas também Unilever, Verizon, Volkswagen Group, Microsoft, Pepsi, Coca-Cola, Starbucks e até mesmo Lego. E as razões apresentadas pelos fundadores da causa vão muito além do rescaldo da morte de um cidadão norte-americano às mãos da polícia durante uma detenção — e que motivou enormes protestos no país e no mundo em plena pandemia. O facto de a empresa controlada por Mark Zuckerberg ter considerado a “Breitbart News”, outrora controlada pelo principal estratego da campanha de Donald Trump e antigo conselheiro da Casa Branca Steve Bannon, como “fonte fidedigna de notícias” e ter promovido “The Daily Caller” a fact-checker (quando ambas as publicações trabalharam com nacionalistas brancos conhecidos) não foi esquecido. E também a falta de apoio à comunidade negra e a recusa de considerar o negacionismo do Holocausto como ódio foram lembrados pelo fundadores da campanha, onde se incluem organizações norte-americanas como Anti-Defamation League, Color of Change, Common Sense, Free Press, Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), Sleeping Giants, League of United Latin American Citizens (LULAC), Mozilla e National Hispanic Media Coalition (NHMC).

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Fonte: https://expresso.pt/sociedade/tecnologia/2020-07-11-Boicote-a-publicidade-no-Facebook-pode-acabar-com-a-rede-social–Saiba-o-que-esta-em-causa