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Mercado publicitário no país evoluiu em sentidos opostos | Economia | Jornal de Angola

Agência de Propaganda em Santos

Empresa de Publicidade - Economia

André dos Anjos

Simpatia para atrair dinheiro e sorte para empresa -

O mercado de publicidade, em Angola, contraiu ligeiramente em 2019, com o número de inserções de conteúdos nos meios de comunicação social a descer de 1.009.653 para 957.768, uma queda de 3,00 por cento em relação ao ano anterior.

De fora fica a publicidade feita em outdoors, por dificuldades de acesso aos preços de tabela praticados no mercado
Fotografia: Edições Novembro

Feitiço para empresa crescer - Os dados constam no Anuário de Media e Publicidade referente a 2019, um documento produzido pela Marktest Angola, empresa que estuda, além do comportamento do mercado publicitário no país, os níveis de adesão aos media, a audiência acumulada de véspera em Rádio e Televisão, a quota de audiência e o tempo médio de visionamento ou audiência.
De acordo com o documento, que será apresentado em Luanda, no dia 31 deste mês, a imprensa (jornais e revistas) foi, dos meios analisados, a que mais contribuiu para a retracção do mercado, com o número de inserções de publicidade a descer de 14.800 para 12.436, uma variação negativa de 16 por cento.
A seguir, surge a televisão, com uma queda de 4,5 por cento no número de inserções de publicidades, que passou de 613.020 em 2018 para 585.256. A Rádio aparece com uma variação negativa de 1,00 por cento. Apesar da queda no número de inserções, o volume de investimento na publicidade registou um crescimento global de 9,00 por cento, uma ascensão, segundo dados estatísticos a que o Jornal de Angola teve acesso, devido a uma variação positiva na Televisão de 24,6 por cento e na Rádio 1,9 em relação ao ano anterior.
No global, a cifra evoluiu de cerca de 20 mil milhões em 2018 para 21,8 mil milhões de kwanzas. Mais nominal do que real, se descontados os efeitos da inflação, sobre o crescimento do investimento resta a certeza de que “os anunciantes pagaram mais pelos espaços, mas compraram menos posições”, como faz questão de sublinhar a directora-geral da Marktest Angola, Ana Paula Pereira.
O ligeiro incremento no volume de investimento não perturba a conclusão de que os espaços vendidos nos vários suportes, de um modo geral, decresceu.

Simpatia para atrair dinheiro e sorte - Base de cálculos
Para apurar o valor do investimento publicitário num dado período, explica Ana Paula Pereira,


a Marktest Angola baseia-se no preço de tabela dos espaços e no número de vezes que os conteúdos são inseridos.
Admitindo que os preços de tabela são negociados entre anunciantes e fornecedores de serviços, para efeitos de análise do mercado de publicidade, o volume de investimento perde relevância em relação ao número de inserções, que “ilustra, de modo real”, como faz questão de sublinhar Ana Paula Pereira, se o espaço vendido nos vários suportes está a crescer. A publicidade feita na imprensa digital não entra nos cálculos da Marktest Angola, facto que Ana Paula Pereira justifica com a fraca adesão aos portais informativos produzidos no país e não só.
” O número de pessoas que acedem a portais de noticias no país é de tal modo reduzido que não justifica inclusão da publicidade inserida nesses suportes, na análise do mercado publicitário”, elucidou.
De fora também fica a publicidade feita em outdoors, por dificuldades de acesso aos preços de tabela praticados pelos diferentes agentes. “Qualquer especulação à volta disso conduziria a informações, no mínimo, duvidosas”, diz.
Em 2018, de acordo com o Anuário daquele ano, pelo menos em Luanda, 60,1 por cento da população já tinha acesso à Internet, sendo 57 por cento por intermédio do telemóvel, 14,3 por computador e 2,2 pelo “tablet”.
Ainda segundo o Anuário de 2018, pelo menos 84,6 por cento dos internautas, em Luanda, usam a Internet para aceder ao Facebook, 10,4 por cento o Google, 5,6 o YouTube e 5,2 o Whatsapp.
Para o acesso à Internet, de acordo com o documento, 75 por cento das pessoas utilizam os serviços da Unitel, 35,1 Movicel, 5,8 TV Cabo, 1,7 Netone, 0,6 Angola Telecom e 0,1 por cento a ACS CM Corporation. A Zap, Unitel, DSTV, BAI e TV Cabo, segundo apurou o Jornal de Angola, foram ao longo de 2019 as marcas líderes da publicidade na media.

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/mercado-publicitario-no-pais-evoluiu-em-sentidos-opostos